sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Minhas caras amigas...


Cada decisão tomada não foi pensada.
Ou foi?

Eu sou tão emocional...
Ou não sou?

Eu quero amar, mas não entendo desses sentimentos melosos que fazem todos penar.
Se for pra sofrer, da mesma forma que vejo amigos e conhecidos amargurarem de dor por um companheiro vinculado à nossa paixão, não quero amar.
Justo eu que sempre fui expressiva e distraída sem preocupações... Preocupo-me agora!

Não quero fazer comentários machistas, não obstante reconheço que este ser, chamado mulher tem tanta fragilidade em sua doce estrutura.
Belo ser, nesta sociedade desmantelada, e é tão mal tratada.

Corpo e alma sofrida. Assim assumo ser de bom agrado, sem vergonha de minhas antepassadas, e por isso afirmo meu descontentamento perante meus sentimentos neste momento.
Amor dá medo.
Admiram-nos pela beleza, como as rosas, para pouco além perceberem que temos espinhos! Então, arrancam-lhes, estes defeitos que fazem parte do nosso ser.
Ou pior, após a primeira pétala cair, nos jogam fora.

É, estamos cada vez distorcidas.














Podem chamar-me de mulher, tão emocionada e comovida!
Por que eu acredito no romance, e sei que um dia algum perdido por ai, nas ruelas desta cidade enxergará toda esta minha estrutura!
Cada alma e beleza tem seu destino, e eu acredito no meu.


terça-feira, 28 de agosto de 2007

Penso.


Eu mexo, eu não mexo, eu sou mexida e eu mexo nos outros.

domingo, 26 de agosto de 2007

E quem está a mexer nesta história toda afinal?




Faz quase 3 anos que ganhei um cd do 'Legião Urbana' e apenas meses atrás passei a ouvi-lo.

Existia a total falta de maturidade para entende-lo.
Eu era adolescente(tu provavelmente irás pensar que ainda sou), ouvia falar de nomes importantes e apenas devido a esse fato, passava a achar que realmente aqueles nomes eram importantes.

Cabeça pequena de adolescente.
Meses passados comecei a entender gradativamente o que é importante.
O que é importante para mim.
O resto não é.
Não para mim.
É o que agrada, revolta e comove.
Legião começou a transmitir esses três sentidos à minha vida.
Virou importante.
Mesmo que eu não saiba a sua total história, não tenha decorado suas músicas e não tenha tempo depositado para admiração da mesma banda; importa-me.

Ouvir aquele homem berrar aos quatro ventos, em frente a uma multidão de fãs impulsionados àquela vontade de fazer algo a mais, mesmo sem saber o que fazer com as próprias vidas.
Ele tentava dizer algo para aqueles que eram marginalizados por algum motivo da sociedade. Mal parecia saber o que dizia, sabendo completamente tudo do mundo. Ou nada.
"Eu gosto de meninos e meninas" acho que ele dizia... como quem sente o poder de ser o que é sem pensar nas consequências.
E ele pensava.


Não ouvia essa banda. Mas tinha a 'certeza' de que era excelente, afinal todos diziam que era!
Nem dei-me o trabalho de tentar descobrir por mim mesma, tinha medo de talvez ouvindo, tirar as próprias conclusões.
Vergonhosamente ou não era totalmente alienada! Hoje sou provavelmente metado do que era.
Vergonha?
Talvez.
Talvez.

Tinha o medo de passar a vida de juventude sem passar por revoltas e passeatas que nas gerações anteriores ocorreram e mudaram totalmente o meu presente, passado e futuro!
Como eu queria lutar!
Bem, não participei de passeatas e tumultos nas faculdades.
Infelizmente faço parte da também 'Geração coca-cola'...
Não fiz nada de tão importante ou revolucionário, enxergo isso e conformo-me. Cada pessoa tem um papel no planeta.
Para gostar-se de arte não é preciso saber desenhar.

Como em algum lugar ouvi: Há pessoas que mexem, umas que não mexem e outras que mexem nos outros.

Música não é um ser ou pessoa e mesmo assim mexe comigo.
Eu sou a pessoa mexida nessa história toda.
Não tenho mais vergonha.
Nem mais de desagradar e não fazer a maldita forma comportamental dentro dos costumes dos velhotes conservadores ou até do maior amalucado!


Foi ouvindo Quatro Estações que notei ter crescido e desapegado às importâncias de criança que não servem para enriquecimento da alma.
Sou totalmente como nas músicas! Distraída, impaciente e indecisa.. continuo confusa, mas estou tão tranquila e contente!
Não sou mais criança, a ponto de saber de tudo!
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Eu sei todas as verdades de mundo.
Como qualquer adolescente que adora dizer que já é adulto!

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Corpo


Aprendi a apreciar cada dobrinha do ser humano.
Estou expressando-me perante a visão do físico de toda essa gente já tão exposta!

Como é lindo eu, tu, ele, nós!

Somos.

É tua pele que te mostra por fora, tua casca mais bruta que não te diz quem és, apenas tenta ser tua pessoa.
Cada ruguinha, macha, sinais...
Me apaixonei por defeitos tão perfeitamente calculados!

Como és belo!
És todo assim.
Observar-te totalmente nu, despido... tentação acobertada em sonhos.
Ver-te sem pudores puxando minhas mãos em direção as tuas.

És tu por si só, sem colocar ou tirar, apenas satisfazendo minha ânsia de corpo.
Com todos os teus erros(defeitos) és linda criatura!
Estás entre meus dedos quase tremendo, apesar de fingir que não, e eu estou recostada em teu ombro, abraçando-te por trás.
Vejo orelha, cabelos, poros!


Sou tua lupa para observação desta última questão ridicularizada neste complexo mundo:


O que é belo?

domingo, 19 de agosto de 2007

Fadigas. Elementar meu caro!



Pensei ser previsível.
Achei que meu passado demonstrava a minha segurança e certeza em atos corriqueiros.

Descobri que tudo é e não é passageiro!
Ultimamente ando sugando todo os suor de cada momento. Eu encharco-me de toda a compaixão por meus próprios sentimentos.

Cada segundo.

Eu olho lábios, vejo mãos, sinto risadas chegar à minha pessoa e todas essas sensações boas!
da mesma forma que perco toda a compostura e leveza ao ter minhas feridas abertas por algum desalmado.

Tudo é passageiro!

E me marca para a minha viril eternidade.
Nada mais é como antes.
Tudo o que estava pretendido, todos os meus planos se desfizeram.
E não achei ainda quem culpar.
Permita-me gritar: a culpa é toda tua!!
Grito para o vento que desordena meus filamentos.

Culpa da semente da dúvida?
Somente o singelo e estrondoso amor.
Amo tanto que confesso não saber amar.
Não sei distingüir tonalidades, e dosar as facadas e carícias.
Não sei amar.

Vulnerável.

Assim pegastes-me.
Sem conduta, direção ou vigor pscicológico.

Texto sem conexão alguma, pura fertilidade de meu cérebro tentando humanizar minhas fadigas internas.



Palavras.




segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Meus lençóis.

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Eu quero passar uma manhã ensolarada enrolada entre lençóis brancos, em uma cama confortável, com o meu ser amado a enroscar-se no meu pescoço, coxas e tronco!
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Chego a ter sonhos!
E tudo em torno dos lençóis brancos. Ah! E que as roupas de cima e de baixo também sejam!
Não sei dizer-te se é fantasia, desejo. Apenas sinto um bem estar ao pensar na leveza desta cena.
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Quem sabe o motivo seria a chance de poder te ver mais a fundo, te enxergaria melhor se a luz penetrasse entre lençóis(obviamente, brancos).
Veria tuas caretas, sorrisos(ah, eu escutaria), seria teus músculos a contrairem-se após meus ataques de cócegas!
Quem sabe teus pêlos arrepiem-se quando eu passar minhas unhas pelas tuas costas nuas e morder-te serenamente no lugar mais puro(ou imundo) de tua mente.
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Quero afagar, abraçar e permanecer nesta situação por favor!
Deixe-me aqui enlaçada por estes panos. Deitada de forma tão sonolenta, preguiçosa, desopilando todos os meus planos.
Bocejando!
Tão distraída, naturalmente radiante sem retoques no rosto e corpo.
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Digo-te: sinto-me totalmente esguia!
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Reparastes?
Tenho essa mania de imaginar imagens lindas sonhando acordada todo o dia.
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Então, escrevo.
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sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Apenas 1 noite de café-com-leite



Uma lembrança veio-me à cabeça noutra noite.

Nada tão criativo, apenas uma descrição de um fato passado. De tanto tempo, meus cabelos ainda nem eram cor de fogo!
Eram mais como um dourado ou como um fino fio de mel escorrendo de uma colher!

Foi em uma noite quente, mas uma leve brisa teimava em bagunçar meus cachos já antes desordenados!
Peguei minhas amigas pelas mãos e carreguei-as até uma barzinho onde eu pudesse dançar, resbalar pela pista e gargalhar sem segundas intenções!

Que lugar cheio era aquele! Praticamente absurdamente lotado! Suas paredes cor de sangue chegavam a escorrer tanto era o calor humano a ser exalado dos corpos! Fios de água a percorrer caminhos até o chão.. jurei que era sangue! Jurei!

Como mal conseguia movimentar-me, acolhi-me em algum canto e ali esperei ANSIOSA por um breve momento definitivamente eplendoroso! Assim se passou mais de hora... O sono batendo em minhas janelas(olhos)! Ânimo!!

Não desisti!
Quando já era passada 3 da madrugada, talvez o 'demo' tenha acordado e resolveu ajudar-me.
Não é que entre toda a esculhambação de homens e mulheres a encostarem-se repetidamente... eu vejo os dentes mais brancos!

Rapidamente aquele rapaz com jeito de moleque alcança minha posição(afinal, já tinha percebido meu olhar, olhares!) e incansadamente pede que eu aceite dançar aquela música brasileira que bate forte na cabeça e não sai por pelo menos 3 dias da mesma!


Aceito!
Sou eu loura a dançar com aquele que menos aparece no escuro, apenas seus dentes e olhos brancos chamam-me a atenção nos segundos que vejo seu rosto. Os corpos estão tão perto, colados, naquele grande apertume; estou quase aflita por adorar a situação, estou a balançar-me de um lado ao outro!

Somos o casal mais chamativo, o famoso "café-com-leite" e naquele momento sou totalmente daquele negro que gira 360° ao som de "Ai meus deus, ai meu deus o que que há? A nêga la em casa não quer trabalhar, se a panela tá suja, ela não quer lavar! Quer comer engordurado, não quer cozinhar(...) quer agora um cadillac para passear! ela quer me ver bem mal, vai morar com o diabo que é imortal(7 pele que é imortal)!"

Bocas, beijos... tão amistoso!
Engraçado, divertido... e culposo! Sabia eu, que esta seria a primeira e última vez que o beijaria.
senti-me suja por usar do pobre homem que salvou-me de qualquer estabilidade(meu grande tormento).
Medo.

Despeço-me, dou o número errado do celular, digo o nome incompleto, vou embora com o tormento do medo.
Por que não consigo arriscar?


Quero alguém que apenas diga: Por ti eu irei arriscar!
E socorra-me antes de eu me atirar em algum lugar, sem ar.